1. Apostar em processos de planeamento contínuo e não na
produção de um documento escrito;
i. Convocar reuniões, partilhar informação, realizar
exercícios, procurar parcerias, atualizar contactos (…).
2. Entender os desastres como, quantitativa e
qualitativamente, diferentes dos acidentes e pequenas emergências quotidianas;
i. Adequar os meios às situações, garantindo o sucesso afectando
os meios e recursos em conformidade.
3. Ter em linha de conta as situações globais ou genéricas,
mais do que direcionar a atenção para os fatores específicos dos desastre.
i. Embora seja óbvia a diferença entre os agentes
específicos dos desastres (sismos, acidentes químicos, cheias, incêndios, etc) essa
distinção só acontece até um certo ponto.
4. Basear-se sobre a coordenação das organizações e dos
recursos emergentes e não em modelos de controlo e comando.
i. Adequar as operações às características das organizações
e nomeadamente aos indivíduos que a compõe. Exemplo ” Se diariamente os
funcionários saem pela porta A, o planeamento deverá, sempre que possível,
tornar essa a solução para evacuação primária.”
5. Centralizar a atenção em princípios gerais mais do que em
detalhes específicos.
i. Demasiados detalhes deixam a impressão que tudo tem uma importância
igual quando isso não é claramente o caso.
6. Basear o planeamento naquilo que é verdadeiramente
expectável poder acontecer.
i. O planeamento deve focar-se no que pode vir a acontecer
no futuro e não no que se registou no passado. Exemplo “incêndio /queda de um
meteorito.”
7. O planeamento de emergência deve ser vertical e
horizontalmente integrado.
i. As organizações e os grupos não devem nem podem organizar
o planeamento para si mesmas. É necessário partilhar com as forças de
segurança, agentes de proteção civil, comunidade e colegas de trabalho.
8. Procurar adequar ações apropriadas em antecipação aos
potenciais problemas com opções e soluções possíveis e não ideais.
i. O planeamento de emergência deve permitir respostas
rápidas e adequadas a determinados problemas dos desastres.
9. Utilizar o mais possível o conhecimento científico e não
os mitos e as falsas conceções.
i. Três noções de senso comum (pânico, desordem social e passividade)
que normalmente não se verificam em situações de crise.
10. Reconhecer como processos separados o planeamento de
emergência e a gestão em tempo de crise de desastres.
i. Planeamento = Estratégia
ii. Gestão = Tática
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