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03/06/2013

10 Critérios para o planeamento de emergência

1. Apostar em processos de planeamento contínuo e não na produção de um documento escrito;
i. Convocar reuniões, partilhar informação, realizar exercícios, procurar parcerias, atualizar contactos (…).
2. Entender os desastres como, quantitativa e qualitativamente, diferentes dos acidentes e pequenas emergências quotidianas;
i. Adequar os meios às situações, garantindo o sucesso afectando os meios e recursos em conformidade.
3. Ter em linha de conta as situações globais ou genéricas, mais do que direcionar a atenção para os fatores específicos dos desastre.
i. Embora seja óbvia a diferença entre os agentes específicos dos desastres (sismos, acidentes químicos, cheias, incêndios, etc) essa distinção só acontece até um certo ponto.
4. Basear-se sobre a coordenação das organizações e dos recursos emergentes e não em modelos de controlo e comando.
i. Adequar as operações às características das organizações e nomeadamente aos indivíduos que a compõe. Exemplo ” Se diariamente os funcionários saem pela porta A, o planeamento deverá, sempre que possível, tornar essa a solução para evacuação primária.”
5. Centralizar a atenção em princípios gerais mais do que em detalhes específicos.
i. Demasiados detalhes deixam a impressão que tudo tem uma importância igual quando isso não é claramente o caso.                                                                                                                                  
6. Basear o planeamento naquilo que é verdadeiramente expectável poder acontecer.
i. O planeamento deve focar-se no que pode vir a acontecer no futuro e não no que se registou no passado. Exemplo “incêndio /queda de um meteorito.”
7. O planeamento de emergência deve ser vertical e horizontalmente integrado.
i. As organizações e os grupos não devem nem podem organizar o planeamento para si mesmas. É necessário partilhar com as forças de segurança, agentes de proteção civil, comunidade e colegas de trabalho.
8. Procurar adequar ações apropriadas em antecipação aos potenciais problemas com opções e soluções possíveis e não ideais.
i. O planeamento de emergência deve permitir respostas rápidas e adequadas a determinados problemas dos desastres.
9. Utilizar o mais possível o conhecimento científico e não os mitos e as falsas conceções.
i. Três noções de senso comum (pânico, desordem social e passividade) que normalmente não se verificam em situações de crise.
10. Reconhecer como processos separados o planeamento de emergência e a gestão em tempo de crise de desastres.
i. Planeamento = Estratégia

ii. Gestão = Tática

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